Stick Magnetic Ribbons on Your S.U.V.

Anti-War manifests got old fashioned? Not at all, not when someone can forge the perfect union between criticism, humor and good music. The outstanding western swing band Asylum Street Spankers grouped this tripod of propositions and came up with the everlasting video dumbfounding those creature who “support” USA troops by providing support and incentive to them to take a walk amidst mine fields in Iraq.

Its debatable if this performance is about anti-war or anti-cynicism merely. What do you say? Wait up, first sing along and get some “Spanking”.

Toca, mas dirige, Woody!

Primeira informação aos que não sabem: Woddy Allen não é só diretor, mas é músico e tem uma banda de Jazz revival (Dixieland) onde toca clarinete. E é moderadamente boa; não é nada que se chame de “A apoteose da síncope musical”, mas ainda é melhor que a nossa tupiniquim Traditional Jazz Band. Queria mesmo que ele fosse um grande clarinetista e que tivesse içado mestria nesse ofício, pois não haveria no mundo nome mais gracioso do que Woody Goodman.

Anyways… Allen, o recluso, parece estar circulando mais em público ultimamente, desde que andava tocando com sua banda e concluindo o disco/documentário Wild Man Blues (DOWNLOAD do disco). Ele adminte que ninguém jamais gastaria um centavo para vê-lo tocar se previamente não tivesse se tornado um diretor de renome. E aí atinjo o bojo (adoro atingir um bojo) da questão: ele toca dixieland revival tal como dirige seus filmes. Nessa turnê por mais de 12 cidades européias em meados de 1996, Allen tentou erigir novamente sua imagem de artista canonizado exatamente por aspirar uma mostra de outra competência sua, a música. O disco, para quem entende de música, é um deleite, mas o documentário é mais tedioso do que uma reunião de mudos para uma tarde de bingo: todos querem se purgar, mas a voz não sai. Um intrigante relevo nessa película é que a direção do filme jaz nas maós de Barbara Kopple, mais conhecida pelo sua neurastenia política engajada com a produção de filmes como “Harlan County USA” (não sei como traduziram isso na Globo). O estranho é que Woody afirmou dezenas de vezes que havia sofrido uma vasoconstrição nas suas artérias políticas, mas o que o medo da tarja de “apolítico alienado” não faz com as escolhas dos seus compartes, hun?

Soaram as Notas

Com relação às performances de jazz, a preocupação central de “Wild Man Blues”, a atitude de Allen diante da música não fica distante da estética de seus filmes. Seus mais recentes são pastiches do vocabulário cinematográfico europeu. Alega que faz filme como Fellini ou Bergman, ídolos de infância. O que ele nunca entendeu é que ambos fizeram cinema de um jeito diferente: resgataram as pequenas doses do drama da realidade humana para que se misturassem com o apelo universal. (EU, Luiz, acho que seria como o inverso da noção de imperativo categórico de Kant. Porque “Golden Rule” de ânus é falo). E é exatamente com esses elementos que Allen perdeu o contato com o passar dos anos e dos seus filmes. Ele se trancou num sótão hermético e homogênio da mídia de altíssimo sucesso de público em Manhattan e esqueceu das miudezas humanas que têm poder de se universalizarem naturalmente, sem erudição ensebada de “Scoop”, por exemplo.

un-Big Band, un-Big “Bang”

Allen queria fazer uma big band, mas não conseguiu reunir grupos para emular Artie Shaw, Count Basie, Cab Calloway, Benny Goodman, Dorsey e outros. Foi falta de dinheiro mesmo que o forçou a tentar tocar uma forma de jazz mais incipiente, mais inocente, entretanto densa e repleta de significado histórico: a Dixieland, 20′s, New Orleans. Allen e sua “gang” honram o gênero e tocam com mestria, mas lembremos que dixieland, ragtime são estilos relativamente fáceis de tocar se comparados aos arranjos nababescos das orquestras de Duke e Count. Dixie é bela, louvável e reverenciável quando se lança olhar ao passado, ao desabrolho do estilo, às fusões de elementos nobres da arte afro-americana (ragtime, vaudeville, brass bands, blues).

Após um show, Allen volta ao hotel e alega que notou a platéia “anestesiada”. Portanto ou o clarinete emanava morfina sonora ou lhes havia faltado paixão na execução do repertório.

Imitar Dixieland sem paixão nos palcos é como tentar servilmente refilmar conceitos de Fellini. ou Bergman.

O mesmo se aplica ao filme menos assistível de Woody: Sweet and Lowdown. Um filme onde o preceito é sedutor, as referências históricas são mais dos que atraentes também (Django!!!), mas o substrato final é poroso e, pricipalmente, auto-indulgente. É aquela história das cabeças falantes. No filme, Emmett Ray é o segundo maior guitarrista do mundo ficando à sombra do gênio Django Rainhardt nos anos 30. Mas Emmet é um sujeito mais repulsivo da sua era. E para afirmar tal coisa, Allen nos faz ver: se afiliando com prostitutas no hotel onde se hospeda, roubando e convidando neg.. ops, afro-americanos para ir a becos atirar em ratos com armas de calibre 45. Mas tudo isso é perdoado quando ele senta e toca guitarra. Esse é o jeitinho de Allen de elevar o espírito humano através da arte, onde ela é o ponto onde nossos julgamentos devem se focar, não na conduta moral. Nem eu, degenarado ao máximo, consigo pensar assim. Só Allen.

Isso é Allen atualmente; ser constantemente um objeto de adulação recente não pelos resultados de trabalhos/atos recentes, mas mantendo-se no pedestal por ecos de gritos afinados antigos que ecoam pra sempre na cabeça oca dos malditos fãs-de-allen-sem-ressalvas, impedindo-os de ouvir essa cacofonia de urro meia-boca. Pouco ‘alter”, muito ego.

A Bíblia Profana das Gírias do Jazz

Aqui ponho aglutinada uma compilação do inventário verbal jazzístico. Essas gírias estiveram em voga durante e depois dos anos 20, sendo constantemente reaplicadas através do século passado. Algumas dessas palavras eram de uso exclusivo dos estudantes (entretanto é evidente que a parcela que estudava nesse período era minguada).

Praticamente TODAS as explicações para os termos estão em inglês diretamente num sinônimo compreensível. Não há razão pra traduzir ao português e dar um tropeço no famigerado pé-da-letra.

Agora escutar jazz vocal fica um bocado mais interessante. Não decore fervorosamente todo esse glossário; pra não sair como os apóstolos de Cristo delirando e falando línguas amorfas num procedimento de glossolália (tá vendo?). Hold your horses, daddy-o.

A

ab-so-lute-ly: affirmative
all wet: incorrect
And how!: I strongly agree!
ankle: to walk, i.e.. “Let’s ankle!”
apple sauce: flattery, nonsense, i.e.. “Aw, applesauce!”
Attaboy!: well done!; also, Attagirl!

B

baby: sweetheart. Also denotes something of high value or respect.
baby grand: heavily built man (fat, husky)
baby vamp: an attractive or popular female, student.
balled up: confused, messed up.
baloney: Nonsense!
Bank’s closed.: no kissing or making out ie. “Sorry, mac, bank’s closed.”
bearcat: a hot-blooded or blazing hot girl
beat it: scram, get lost.
beat one’s gums: trivial talk
bee’s knee’s: terrific; a fad expression. Dozens of “animal anatomy” variations existed: elephant’s eyebrows, gnat’s whistle, eel’s hips, etc.
beef: a complaint or to complain.
beeswax: business, i.e. “None of your beeswax.” Student.
bell bottom: a sailor
bent: drunk
berries: (1) perfect (2) money
big cheese: important person
big six: a strong man; from auto advertising, for the new and powerful six cylinder engines.
bimbo: a tough guy
bird: general term for a man or woman, sometimes meaning “odd,” i.e. “What a funny old bird.”
blotto (1930 at the latest): drunk, especially to an extreme
blow: (1) a crazy party (2) to leave
bohunk: a derogatory name for an Eastern European immigrant. Out of use by 1930, except in certain anti-immigrant circles, like the KKK.
bootleg: illeagal liquor
breezer (1925): a convertable car
bubs: breasts
bug-eyed Betty (1927): an unattractive girl, student.
bull: (1) a policeman or law-enforcement official, including FBI. (2) nonesense, bullshit (3) to chat idly, to exaggerate
bump off: to kill
bum’s rush, the: ejection by force from an establishment
bunny (1925): a term of endearment applied to the lost, confused, etc. Often coupled with “poor little.”
bus: any old or worn out car.
bushwa: a euphemism for “bullshit”
Butt me.: I’ll take a cigarette.

C

cake-eater: a lady’s man
caper: a criminal act or robbery.
cat’s meow: great, also “cat’s pajamas” and “cat’s whiskers”
cash: a kiss
Cash or check?: Do we kiss now or later?
cast a kitten: to have a fit. Used in both humorous and serious situations. i.e. “Stop tickling me or I’ll cast a kitten!” Also, “have kittens.”
chassis (1930): the female body
cheaters: eye glasses
check: Kiss me later.
chewing gum: double-speak, or ambiguous talk.
choice bit of calico: attractive female, student.
chopper: a Thompson Sub-Machine Gun, due to the damage its heavy .45 caliber rounds did to the human body.
chunk of lead: an unnattractive female, student.
ciggy: cigarette
clam: a dollar
coffin varnish: bootleg liquor, often poisonous.
copacetic: excellent
crasher: a person who attends a party uninvited
crush: infatuation
cuddler: one who likes to make out

D

daddy: a young woman’s boyfriend or lover, especially if he’s rich.
daddy-o: a term of address; strictly an African-American term.
dame: a female. Did not gain widespread use until the 1930′s.
dapper: a Flapper’s dad
darb: a great person or thing. “That movie was darb.”
dead soldier: an empty beer bottle.
deb: a debutant.
dewdropper: a young man who sleeps all day and doesn’t have a job
dick: a private investigator. Coined around 1900, the term finds major recognition in the 20′s.
dinge: a derogatory term for an African-American. Out of use by 1930.
dogs: feet
doll: an attractive woman.
dolled up: dressed up
don’t know from nothing: doesn’t have any information
don’t take any wooden nickels: don’t do anything stupid.
dope: drugs, esp. cocaine or opium.
doublecross: to cheat, stab in the back.
dough: money
drugstore cowboy: A well-dressed man who loiters in public areas trying to pick up women.
dry up: shut up, get lost
ducky: very good
dumb Dora: an absolute idiot, a dumbbell, especially a woman; flapper.

E

earful: enough
edge: intoxication, a buzz. i.e. “I’ve got an edge.”
egg: a person who lives the big life
Ethel: an effeminate male.

F

face stretcher: an old woman trying to look young
fag: a cigarette. Also, starting around 1920, a homosexual.
fella: fellow. As common in its day as “man,” “dude,” or “guy” is today. “That John sure is a swell fella.”
fire extinguisher: a chaperone
fish: (1) a college freshman (2) a first timer in prison
flat tire: a bore
flivver: a Model T; after 1928, also could mean any broken down car.
floorflusher: an insatiable dancer
flour lover: a girl with too much face powder
fly boy: a glamorous term for an aviator
For crying out loud!: same usage as today
four-flusher: a person who feigns wealth while mooching off others.
fried: drunk
futz: a euphemism for “fuck.” i.e. “Don’t futz around.”

G

gams (1930): legs
gatecrasher: see “crasher”
gay: happy or lively; no connection to homosexuality. See “fag.”
Get Hot! Get Hot!: encouragement for a hot dancer doing her thing
get-up (1930): an outfit.
get a wiggle on: get a move on, get going
get in a lather: get worked up, angry
giggle water: booze
gigolo: dancing partner
gimp: cripple; one who walks with a limp. Gangster Dion O’Bannion was called Gimpy due to his noticeable limp.
gin mill: a seller of hard liquor; a cheap speakeasy
glad rags: “going out on the town” clothes
go chase yourself: get lost, scram.
gold-digger (1925): a woman who pursues men for their money.
goods, the: (1) the right material, or a person who has it (2) the facts, the truth, i.e. “Make sure the cops don’t get the goods on you.”
goof: (1) a stupid or bumbling person, (2) a boyfriend, flapper.
goofy: in love
grummy: depressed
grungy: envious

H

hair of the dog (1925): a shot of alcohol.
half seas over: drunk, also “half under.”
handcuff: engagement ring
hard-boiled: tough, as in, a tough guy, ie: “he sure is hard-boiled!”
harp: an Irishman
hayburner: (1) a gas guzzling car (2) a horse one loses money on
heavy sugar (1929): a lot of money
heebie-jeebies (1926): “the shakes,” named after a hit song.
heeler: a poor dancer
high hat: a snob.
hip to the jive: cool, trendy
hit on all sixes: to perform 100 per cent; as “hitting on all six cylinders”; perhaps a more common variation in these days of four cylinder engines was “hit on all fours”. See “big six”.
hooch: booze
hood (late 20s): hoodlum
hooey: bullshit, nonsense. Very popular from 1925 to 1930, used somewhat thereafter.
hop: (1) opiate or marijuana (2) a teen party or dance
hope chest: pack of cigarettes
hopped up: under the influence of drugs
Hot dawg!: Great!; also: “Hot socks!” Rarely spelled as shown outside of flapper circles until popularized by 1940s comic strips.
hot sketch: a card or cut-up

I

“I have to go see a man about a dog.”: “I’ve got to leave now,” often meaning to go buy whiskey.
icy mitt: rejection
insured: engaged
iron (1925): a motorcycle, among motorcycle enthusiasts
iron one’s shoelaces: to go to the restroom
ish kabibble (1925): a retort meaning “I should care.” Was the name of a musician in the Kay Kayser Orchestra of the 1930s.

J

jack: money
Jake: great, ie. “Everything’s Jake.”
Jalopy: a dumpy old car
Jane: any female
java: coffee
jeepers creepers: “Jesus Christ!”
jerk soda: to dispense soda from a tap; thus, “soda jerk”
jigaboo: a derogatory term for an African-American
jitney: a car employed as a private bus. Fare was usually five-cents; also called a “nickel.”
joe: coffee
Joe Brooks: a perfectly dressed person; student.
john: a toilet
joint: establishment
juice joint: a speakeasy

K

kale: money
keen: appealing
kike: a derogatory term for a Jewish person
killjoy: a solemn person
knock up: to make pregnant
know one’s onions: to know one’s business or what one is talking about

L

lay off: cut the crap
left holding the bag: (1) to be cheated out of one’s fair share (2) to be blamed for something
let George do it: a work evading phrase
level with me: be honest
limey: a British soldier or citizen, from World War I
line: a false story, as in “to feed one a line.”
live wire: a lively person
lollapalooza (1930): a humdinger
lollygagger: (1) a young man who enjoys making out (2) an idle person

M

manacle: wedding ring
mazuma: money
Mick: a derogatory term for Irishmen
milquetoast (1924): a very timid person; from the comic book character Casper Milquetoast, a hen-pecked male.
mind your potatoes: mind your own business.
mooch: to leave
moonshine: homemade whiskey
mop: a handkerchief
munitions: face powder

N

neck: to kiss passionately
necker: a girl who wraps her arms around her boyfriend’s neck.
nifty: great, excellent
noodle juice: tea
nookie: sex
Not so good!: I personally disapprove.
“Now you’re on the trolley!”: Now you’ve got it, now you’re right.

O

ofay: a commonly used Black expression for Whites
off one’s nuts: crazy
Oh yeah!: I doubt it!
old boy: a male term of address, used in conversation with other males. Denoted acceptance in a social environment. Also “old man” “old fruit.” “How’s everything old boy?”
Oliver Twist: a skilled dancer
on a toot: a drinking binge
on the lam: fleeing from police
on the level: legitimate, honest
on the up and up: on the level
orchid: an expensive item
ossified: drunk
owl: a person who’s out late

P

palooka: (1) a below-average or average boxer (2) a social outsider, from the comic strip character Joe Palooka, who came from humble ethnic roots
panic: to produce a big reaction from one’s audience
panther sweat (1925): whiskey
percolate: (1) to boil over (2) As of 1925, to run smoothly; “perk”
pet: necking, only more; making out
petting pantry: movie theater
petting party: one or more couples making out in a room or auto
piffle: baloney
piker: (1) a cheapskate (2) a coward
pill: (1) a teacher (2) an unlikable person
pinch: to arrest. Pinched: to be arrested.
pinko: liberal
pipe down: stop talking
prom-trotter: a student who attends all school social functions
pos-i-lute-ly: affirmative, also “pos-i-tive-ly”
punch the bag: small talk
putting on the ritz: after the Ritz Hotel in Paris (and its namesake Caesar Ritz); doing something in high style. Also “ritzy.”

Q

quiff: a slut or cheap prostitute

R

rag-a-muffin: a dirty or disheveled individual
rain pitchforks: a downpour
razz: to make fun of
Real McCoy: a genuine item
regular: normal, typical, average; “Regular fella.”
Reuben: an unsophisticated country bumpkin. Also “rube”
Rhatz!: How disappointing!
rub: a student dance party
rubes: money or dollars
rummy: a drunken bum

S

sap: a fool, an idiot. Very common term in the 20s.
says you: a reaction of disbelief
scratch: money
screaming meemies: the shakes
screw: get lost, get out, etc. Occasionally, in pre 1930 talkies (such as The Broadway Melody) screw is used to tell a character to leave. One film features the line “Go on, go on — screw!”
screwy: crazy; “You’re screwy!”
sheba: one’s girlfriend
sheik: one’s boyfriend
shiv: a knife
simolean: a dollar
sinker: a doughnut
sitting pretty: in a prime position
skirt: an attractive female
smarty: a cute flapper
smoke-eater: a smoker
smudger: a close dancer
sockdollager: an action having a great impact
so’s your old man: a reply of irritation
spade: yet another derogatory term for an African-American
speakeasy: a bar selling illeagal liquor
spill: to talk
splifficated: drunk
spoon: to neck, or at least talk of love
static: (1) empty talk (2) conflicting opinion
stilts: legs
struggle: modern dance
stuck on: in love, student.
sugar daddy: older boyfriend who showers girlfriend with gifts in exchange for sex
swanky: (1) good (2) elegant
swell: (1) good (2) a high class person

T

take someone for a ride: to take someone to a deserted location and murder them.
tasty: appealing
teenager: not a common term until 1930; before then, the term was “young adults.”
tell it to Sweeney: tell it to someone who’ll believe it.
tight: attractive
Tin Pan Alley: the music industry in New York, located between 48th and 52nd Streets
tomato: a “ripe” female
torpedo: a hired thug or hitman

U

unreal: special
upchuck: to vomit
upstage: snobby

V

vamp: (1) a seducer of men, an aggressive flirt (2) to seduce
voot: money

W

water-proof: a face that doesn’t require make-up
wet blanket: see Killjoy
wife: dorm roomate, student.
What’s eating you?: What’s wrong?
whoopee: wild fun
Woof! Woof!: ridicule

X

Y

You slay me!: That’s funny!

Z

zozzled: drunk

/***********************************************
* Scrollable content Script- © Dynamic Drive (www.dynamicdrive.com)
* This notice must stay intact for use
* Visit http://www.dynamicdrive.com/ for full source code
***********************************************/

var nsstyle=’display:”"‘
if (document.layers)
var scrolldoc=document.scroll1.document.scroll2
function up(){
if (!document.layers) return
if (scrolldoc.top=scrolldoc.document.height*-1)
scrolldoc.top-=10
temp=setTimeout(“down()”,50)
}

function clearup(){
if (window.temp2)
clearInterval(temp2)
}

function cleardown(){
if (window.temp)
clearInterval(temp)
}

Up | Down | Top | Bottom

O magnífico Sammy Davis Jr.

Que fique claro: não estou tentando a abrir disputa sobre qual Rat Pack foi o mais charmoso (definitively not Sammy), o com a melhor voz (Sammy) o mais boêmio (Dean) o mais carismático (Frank), o mais carismático DE VERDADE (Sammy), o mais performático (Sammy) e o mais hediondo(Sammy).

Perdoem meus parênteses opinativos, mas é uma questão de apuração de gosto até concluírmos que Dean era o Host, Sinatra o Garçon (to deliver a song), mas Sammy era a personificação do “talento”, uma pequenina efígie mal-formada de tudo de mister que a categorização como “artista” pede.

Cantava, dançava, atuava e tocava diversos instrumentos. Por isso, mais do que 23 filmes e 40 discos Long Playing (LP), suas performances gravadas ao vivo são seu principal legado (há um aperitivo em vídeo ainda neste post). Nasceu em 1925 e morreu em 1990 vítima de um câncer de garganta brutal. Filho de dançarinos de vaudeville acabou herdando, portanto, a magnificência dos genes refinados daquela forma de arte incipiente que gerou grande parte dos ingredientes para o jazz e ainda assim continuou existindo numa realidade sui-generis. A vaudeville (voz da vila, do povo) seria muito parte do que Sammy faria de 1954 em diante.

Embates cotidianos anti-racismo

Vítima de preconceito [sic] racial quando serviu na II Grande Guerra, sublinhou um realto comovente: “Overnight the world looked different. It wasn’t one color anymore. I could see the protection I’d gotten all my life from my father and Will. I appreciated their loving hope that I’d never need to know about prejudice and hate, but they were wrong. It was as if I’d walked through a swinging door for eighteen years, a door which they had always secretly held open.”

Outro evento digno de menção foi quando, em 1959, o Rat Pack fundado com Frank Sinatra, e Dean Martin, Joey Bishop, Peter Lawford, e Shirley MacLaine e, claro, Sammy Davis Jr. Sinatra costumava chamar a trupe de “O clan” e Sammy, talvez com preciosismo semântico extremo, pediu para que não utilizassem esse sufixo por medo da associação direta com a Ku Klux Klan.

Sendo dono do espetáculo principal em alguns cassinos de Nevada (EUA), onde havia leis segregacionistas no showbiz em que negros não poderiam se apresentar nos palcos principais, somente Sammy, Nat King Cole e Count Basie puderam “desfrutar” (e dá-lhe aspas) dessa prerrogativa;

ainda assim, NÃO podiam se alojar no hotel/cassino e muito menos jogar.

Eyeballs off the face.

Perdeu um olho num acidente de carro em 1954 na Califórnia. Entrando para o panteão dos mutilados talentosíssimos: Django, ele próprio e Roberto Ca… hahahaha NOT!

Degustação:

Separei uns “goodies” para que apreciem.

1) Vídeo com um trecho de Sammy cantando “One for my Baby (One More for the Road)” enquanto faz imitações de Fred Astaire, Nat ‘King’ Cole, Billy Eckstine, Vaughn Monroe, Tony Bennett, Mel Tormé, Louis Armstrong, Dean Martin and Jerry Lewis.

HighLight do vídeo: ele fazendo dean martin entrando com um copo na mão, trêbado, chegando no pianista e perguntando “Wich way is the audiance, pally?”

2) Download do álbum “That Old Black Magic”

5.0 out of 5 stars More impressive than it might look, March 15, 2003

Coming in at just over 29 minutes in length and featuring a number of hits readily available on other Sammy albums, this CD may not look like a must-have at first glance. Such looks are deceiving because this CD contains some very interesting tracks. You do get the standard versions of such great songs as That Old Black Magic (one of Sammy’s best), The Candy Man, Hey There, and Something’s Gotta Give, and The Birth of the Blues, another Sammy staple, appears here in a studio version which pales in comparison to Sammy’s fantastic live performances. That leaves five songs that require a little closer scrutiny in terms of making a buying decision. Love Me or Leave Me is a great song featuring some scorching saxophone and vintage Sammy scat work. Don’t Get Around Much Any More is a song I really like and would include on my own personal list of Sammy’s best. Begin the Beguine is as interesting as it is enjoyable. The last two songs are not your typical Sammy fare, and that makes them quite notable in my opinion. Chicago has a short and choppy presentation that has Sammy almost talking rather than singing; my description makes it sound unappealing, and I admit it does take some getting used to, but it’s really quite enjoyable. Then there is Because of You. Sammy’s amazing impersonation skills may not be known to everyone, but they are evidenced here in this song. I admit that I can’t readily identify several of the singers he imitates, but I know Nat King Cole is one of them. Because of You is really quite a beautiful song, and I would love to have heard Sammy sing it in his normal voice, but Sammy’s imitations are never to be missed. This album does provide a great introduction to Sammy’s magic, but it is also a more than worthwhile purchase for those already intimately acquainted with Sammy’s greatest hits and most memorable performances.

1. That Old Black Magic – Sammy Davis, Jr., Arlen, Harold
2. Because of You – Sammy Davis, Jr., Hammerstein, Arthur
3. Begin the Beguine – Sammy Davis, Jr., Porter, Cole
4. Chicago – Sammy Davis, Jr., Fisher, Fred
5. The Candy Man – Sammy Davis, Jr., Bricusse, Leslie
6. Hey There – Sammy Davis, Jr., Adler, Richard [Com
7. Birth of the Blues – Sammy Davis, Jr., Brown, Lew
8. Something’s Gotta Give – Sammy Davis, Jr., Mercer, Johnny
9. Don’t Get Around Much Anymore – Sammy Davis, Jr., Ellington, Duke
10. Love Me or Leave Me – Sammy Davis, Jr., Donaldson, Walter

DOWNLOAD LINK (MegaUpload)

——————————————————————

Sammy Davis e… OBAMA? Yes we can.


Ganhou o Emmy, o equivalente teatral ao Oscar, e a montagem ficou em cartaz dois anos.

Golden Boy era a adaptação de uma peça de 1939 do dramaturgo de esquerda Clifford Odets, no mesmo ano filmada com William Holden e contava a história de um jovem italiano enfrentando o dilema arte (queria ser violinista) e dinheiro (querem que seja pugilista).

Prestava-se como uma luva – de boxe – para a adaptação: um lutador negro, pronto para ser explorado por quem o cercasse, brancos e negros. Eram, afinal, os anos 60 e os direitos civis estavam na agenda. Inclusive, e muito, na agenda pessoal de Sammy Davis.

A uma certa altura, com os primeiros cobres surgindo, o personagem de Sammy, Joe Napoleon, canta a música This is the life, cercado pelo séquito habitual. Aqui um trecho:

“Can I be what I wanna be?”

E o coro:

“Yes, you can!”
“Can I get what I wanna get?”

De novo o coro

“Yes, you can!”

Sammy pergunta:

“Can I have a car with a built-in bar,
Color TV and a Playboy key,
And a hundred shares of AT&T?”

E por aí afora. O séquito sempre repetindo:

“Yes, you can, yes, you can!”

Vida riquíssima a do talentoso e versátil entertainer americano que podia e fazia de tudo. Mais do que o resto da turma do Rat Pack Sammy cansou-se de fazer a campanha de direitos civis (foi preso mais de uma vez, recebeu porrada e escarradas na cara) e, em 1960, saiu pelo país promovendo a candidatura de John Fitzgerald Kennedy para a presidência.

Eleito, JFK não o convidou para o baile inaugural. Sammy havia se casado com uma branca, ainda por cima sueca, May Britt. Negro com branca pegaria mal na Casa Branca do carismático e jovem presidente tido como liberal.

Não, o casal não podia. Não, eles não podiam.

A bofetada não foi grande novidade para Sammy. No livro, conta como, em Las Vegas, no auge de sua popularidade, entretinha nos hotéis e cassinos mais famosos, mas não podia neles se hospedar, chegar ao bar ou uma roleta. Porque era negro.

Não, ele não podia.

Nas eleições de 1968, Sammy Davis foi muito criticado por ter passado a votar pelos republicanos, ou, no caso, em Richard Nixon. Pasmo geral. Como é que pode, né mesmo? Sammy pôde. Apesar da repulsa nos meios liberais-democratas. Ele conhecera coisa bem pior.

Não foi fácil a vida de Sammy Davis. Ficaram os discos, muitos discos, filmes e filmetes e clips, ora na internet (vide, mas vide mesmo, YouTube). O homem era muito melhor do que lhe davam crédito. Inclusive como pessoa.

Sim, ele podia.

A conexão Obama

O slogan da campanha de Barack Obama é “Yes We Can”. Não foram pagos quaisquer direitos aos herdeiros de Sammy Davis. Nem passaram um, que fosse, um recibinho.

Obama pode, pode sim. Podia e foii. Basta olhar para os cortes de seus ternos e sorrisos e atentar para sua retórica. Continuam comparando-o a JFK e madame Obama a Jackie (futura O). Sammy Davis, mais uma vez, não poderá comparecer ao baile inaugural.

A ativista e sufragista americana, Victoria Claflin Woodhull, branca, foi designada pelo Equal Rights Party como candidata à presidência da república dos Estados Unidos da América do Norte em 10 de maio de 1872 e teve sua candidatura ratificada em convenção no dia 6 de junho.

Seu companheiro de chapa, candidato à Vice-Presidência da República? O abolicionista, editor, autor, estadista e reformista Frederick Douglass, um negro.

Não, eles não puderam.

Foram apenas primeirões. Feito Sammy Davis.


Who put the Benzedrine in Mr Oak’s blog scene?


Harry “The Hipster” Gibson me inspirou em batizar o antigo Histérico agora de Benzedrina. Para os que não me conhecem, sou dono/criador do Anyswing.com, um site/fórum em que debatemos e compartilhamos mp3′s de inúmeros estilos musicas (não são inúmeros, visto que há uma determinada quantidade de categorias, mas eu precisava de expressão clichê). Só os que figuram na página principal: Neo-Swing , Classic Swing Era, Dixieland, Ragtime, Western Swing, Gipsy Jazz, Latin Jazz, Blues, Jump Blues and Rockabilly. E Harry encosta em alguns desses estilos ao mesmo tempo (com base no stride piano and boogie woogie) com seu piano voraz e voz tremeluz, rangida e gutural.

Foi um grandessíssimo boêmio, mas em 1940 já fazia e melhor o que Jerry Lee Lewis traria mais tarde para o spot light midiático americano dos anos 50. A carreira dele começou a desmoronar por volta de 1947 quando a músca “Who Put the Benzedrine in Mrs. Murphy’s Ovaltine” o colocou na lista negra da indústria musical. Ele inclusive largou o jazz e se rendeu ao emergente rock and roll depois das drogas e do frisson dos “topetudos” arrebatarem o público mundial.

Digamos que ele foi o ÚNICO pianista dos anos 30 e 40 que se moldou a ponto de tocar blues, rock and roll até os anos 80 depois de um “flip” tremendo em 1950. Ah, e ele abusou nas menções ao uso de drogas. Ao uso recreativo.

Com vocês… harry, the hpster, Gibson! (apertem o tal do play embaixo da letra)

Who Put The Benzedrine In Mrs. Murphy’s Ovaltine?

Mrs. Murphy couldn’t sleep
Her nerves were slightly off the bean
Until she solved her problem
With a can of Ovaltine
She drank a cupful most every night
And ooh how she would dream
Until something rough got in the stuff
And made her neighbors scream. OW!
Who put the Benzedrine, in Mrs. Murphy’s Ovaltine?
Sure was a shame, don’t know who’s to blame
Cause the old lady didn’t even get his name
Where did she get that stuff?
Now she just can’t get enough
It might have been the man who wasn’t there
Now Jack, that guy’s a square
She never ever wants to go to sleep
She says that everything is solid all reet
Now Mr. Murphy don’t know what it’s all about
Cause she went and threw the old man out, Clout
Who put the Benzedrine, in Mrs. Murphy’s Ovaltine?
Now she wants to swing, the Highland Fling
She says that Benzedrine’s the thing that makes her spring.

Histeria tratada com Benzedrina?

Olá, bípedes.

Meu ex-blog, aposentado (por efeito da perda do password), o Histérico Histórico foi um sucesso retumbante entre os que precisavam de citações ligeiras-tenazes-argutas-maleducadas. Fui chupado à exaustão, tive frases clonadas, posts inteiros reproduzidos sem o crédito devido (e com ele alterado), imagens também subtraídas e outras tantas contravenções civis, mas essas eu que cometi.

Empalei as gordas com arpão em barril, dei chocalhos radiativos à crianças com severo grau de autismo, aviltei minha ex-faculdade, negligenciei compaixão a todo tipo de minoria. O slogan do pardieiro Histérico era “Aberto ao monólogo / Aberto aos domingos”.
Para plágio em cima de minha produção autoral não dou a mínima. Conhecimento opera do mesmo jeito que catraca de metrô: ou você paga e passa por ele com jogo de cintura (fazendo paracer tê-lo), ou você pula imediatamente (mentecapto réu-confesso) ou pára exatamente onde ele gira, não passa, mas fica absorto na incompreensão da impotência de ir adiante¹. O que me deixa macambúzio feito um jurado de pole dancing paraplégico é o ostracismo em que entrei depois do término do meu blog-terapia.

Ah, aos sacripantas que adoram uma definição de vernáculo ou não acompanham a toada do negócio: Benzedrina é uma marca patenteada (ha ha ha!) de dl-anfetamina. Estimulante. Um estágio acima da histeria minha de outrora. Até o Jack Kerouac escreveu o maculado “On the Road” sob efeito dessa inalável delícia inigualável. Foi usada como bronco-dilatadora, mas depois largou a chatisse da aplicação médica e virou utensílio recreacional.

Enfim, começarei nesse novo átrio de fidalguia circense online um sucessivo ato argumentativo mediante exposição de TUDO que é realmente louvável no sistema de mundo alcançável por um bípede, alfabetizado e maior de idade. ²

Demostrarei teoremas diários (ah, terão axiomas também, relaxa…) em que meu proselitismo servirá de critério para você:

1) ter referenciais tão insígnes e impressionar a si e à sua turma.
2) fazer parecer tê-los.
3) maldizer-me.

Dá até pra ignorar esse site, mas só com auto-indulgência da boa. Pois aí você lê, não entende e aí pode vociferar o bom e velho “Mas que cara petulante e sem conteúdo”.

Aí eu te digo: vai te “catarse”.

¹ (esse trecho é candidato seríssimo a ser roubado. Para que um sujeitinho metido a prolixo impressione aquela estudante de primeiro ano de Jornalismo que está se achando o máximo por estudar a Escola de Frankfurt e Semiótica, mas ao mesmo tempo ainda lembra do processo de formação do deserto do Atacama já que acabou de sair do cursinho. E aí misturar tudo numa lavagem semântica que só os porcos engoliriam.)

² Há uma pequena referência no banner do blog que diz tacitamente: só maiores de 18 anos, Quociente Intelectual acima dos 90 e indicativos culturais para além da classe B+. Sem esses 3 quesitos, não há possibilidade de conversão.

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.